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25.10.11

Sérgio Ricardo, Artista Plástico.

A Grande Arte de Sérgio Ricardo
O Artista Plástico
A imaginação plástica, incrementada pelo cinema, teve continuidade nas telas pintadas por Sérgio Ricardo. Sua atual produção mostra a maturidade do estilo que ele vinha desenvolvendo na pintura, uma espécie de estudo de superposição de forma e geometria do corpo feminino, aliado a um belo estudo de cores.


Ao contrário da pintura feita por hobbie, que normalmente se fixa em paisagens, poentes e jangada, Sérgio Ricardo levou sua pintura ao ponto de criar um estilo pessoal, isto é, encontrar uma maturidade plástica. Seus quadros não podem ser reproduzidos em preto e branco (como aconteceu em um catálogo do MIS). E, da mesma forma, a arte de Sérgio Ricardo não pode ser entendida dentro da discussão acadêmica da arte, já que ele não dialoga com as escolas ou com as vanguardas. Assim, como na poesia, Sérgio Ricardo faz uma arte muito pessoal com alta qualidade. Se a música de Sérgio Ricardo é engajada com seu momento e com as mudanças da música popular, o mesmo não pode ser dito de sua produção tanto no campo da pintura como da poesia.
Parabéns a você que chegou até aqui !
© 1998 _  Pastor Didi @ Freek Xou _
 ficha primeiro bloco:

- reprodução da página do site FX.
- as duas imagens são digitalização de foto de quadro pintado por Sérgio Ricardo


Mais sobre Sérgio Ricardo:

Site oficial:    
>>> www.sergioricardo.com <<<



No site oficial,
várias reproduções das obras plásticas de SR,
inclusive da série mais recente, "artistas de rua".

Postagem do blog Apólogo 11,
traz um bom apanhado do que há na net sobre o Sérgio.

 


"Artistas de Rua & Aconchego"
exposição de Sérgio Ricardo,
com telas originais e arte digital "Giclée".

Na galeria da Villa Riso no Rio de Janeiro.
Estrada da Gávea, 728, São Conrado

Vernissage: 04/11/2010, às 20h

Exposição: 05/11 a 04/12/2010
11h às 19h (seg. à sex.) ,
13h às 17h (domingos)

17.5.10

Camilo Pessanha, "Branco e Vermelho"



                                                                            











Branco e Vermelho
                                                                        
      A dor, forte e imprevista,
Ferindo-me, imprevista,
De branca e de imprevista
Foi um deslumbramento,
Que me endoidou a vista,
Fez-me perder a vista,
Fez-me fugir a vista,
Num doce esvaimento. 


     Como um deserto imenso,
Branco deserto imenso,
Resplandecente e imenso,
Fez-se em redor de mim.
Todo o meu ser, suspenso,
Não sinto já, não penso,
Pairo na luz, suspenso...
Que delícia sem fim! 



      Na inundação da luz
Banhando os céus a flux,
No êxtase da luz,
Vejo passar, desfila
(Seus pobres corpos nus
Que a distancia reduz,
Amesquinha e reduz
No fundo da pupila)


      Na areia imensa e plana
Ao longe a caravana
Sem fim, a caravana
Na linha do horizonte
Da enorme dor humana,
Da insigne dor humana...
A inútil dor humana!
Marcha, curvada a fronte. 


      Até o chão, curvados,
Exaustos e curvados,
Vão um a um, curvados,
Escravos condenados,
No poente recortados,
Em negro recortados,
Magros, mesquinhos, vis.


      A cada golpe tremem
Os que de medo tremem,
E as pálpebras me tremem
Quando o açoite vibra.
Estala! e apenas gemem,
Palidamente gemem,
A cada golpe gemem,
Que os desequilibra. 


      Sob o açoite caem,
A cada golpe caem,
Erguem-se logo. Caem,
Soergue-os o terror...
Até que enfim desmaiem,
Por uma vez desmaiem!
Ei-los que enfim se esvaem,
Vencida, enfim, a dor... 


      E ali fiquem serenos,
De costas e serenos.
Beije-os a luz, serenos,
Nas amplas frontes calmas.
Ó céus claros e amenos,
Doces jardins amenos,
Onde se sofre menos,
Onde dormem as almas! 


      A dor, deserto imenso,
Branco deserto imenso,
Resplandecente e imenso,
Foi um deslumbramento.
Todo o meu ser suspenso,
Não sinto já, não penso,
Pairo na luz, suspenso
Num doce esvaimento. 


      Ó morte, vem depressa,
Acorda, vem depressa,
Acode-me depressa,
Vem-me enxugar o suor,
Que o estertor começa.
É cumprir a promessa.
Já o sonho começa...
Tudo vermelho em flor... 

                                               
Camilo Pessanha


c       l       e       p       s       y       d       r       a


11.12.09

Muhammad

"It's just a job. Grass grows, birds fly, waves pound the sand. 
I just beat people up."